Não precisava de tanta emoção assim. Foi no sufoco, e tendo que se desdobrar em campo, que o Bahia garantiu sua vaga nas semifinais da Copa do Nordeste. Na tarde deste domingo, 3, o Tricolor empatou em 1 a 1 com o Fortaleza, na Fonte Nova, e avançou no campeonato pelo triunfo por 2 a 1 no jogo de ida, no Castelão. O cenário de sacrifício surgiu aos 26 minutos do 1º tempo, quando o volante Paulo Roberto recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso. Antes, aos 7, o Esquadrão já tinha passado sufoco: perdeu um pênalti, cobrado por Thiago Ribeiro e defendido por Ricardo Berna.
Com um a menos, o Leão do Pici, que já vinha superior no jogo, pressionou o Esquadrão, sobretudo em cima do lateral esquerdo João Paulo Gomes. Foram pelo menos sete chances claras de gol criadas pelo adversário por aquele setor. E foi por ali também que surgiu o gol dos cearenses, aos 19 minutos do 2º tempo, com Eduardo desviando cruzamento de Pio. A pressão do Fortaleza continuou, já que, com um 2 a 0 no placar, os cearenses se classificariam. Mas o alívio surgiu para o Esquadrão quando Thiago Ribeiro dominou na direita do ataque, aos 39 minutos, e rolou para Juninho soltar uma pancada da entrada da área, direto no ângulo de Ricardo Berna.
Com o empate, o Bahia vai pegar na próxima fase, as semifinais, o Santa Cruz, que venceu o Ceará por 1 a 0 na Arena Castelão. Os duelos serão na quarta-feira, 13, e no domingo, 17. Antes, o Tricolor pega o Globo-RN, na próxima quarta-feira, 6, às 21h45, na Fonte Nova, pelo jogo de ida da primeira fase da Copa do Brasil.
O jogo - Tudo o que o Bahia conseguiu fazer no 1º tempo foi descolar um pênalti. Aos 5 minutos, Hayner deu um chutão na direção da área do Fortaleza e Thiago Ribeiro tentou dominar. O atacante foi tocado no ombro por Juliano e caiu. Mesmo com o lance duvidoso, o árbitro apitou o pênalti. Na cobrança, o camisa 9 chutou mais o chão do que a bola e Ricardo Berna pegou. A participação do Tricolor na etapa inicial acabou por ali. Tudo o que o time de Doriva conseguiu fazer nos minutos seguintes foi se defender como pôde. Auxiliado por um esquema inovador de Marquinhos Santos (um 3-3-3-1) e pelos erros na saída de bola do Esquadrão, o Fortaleza criou pelo menos cinco chances claras de gol somente 1º tempo, todas pelo lado esquerdo defendido por João Paulo Gomes.
A sorte e a péssima qualidade dos atacantes do Leão do Pici ajudaram o Bahia. Aos 11, Juninho, do Fortaleza, foi lançado nas costas de João Paulo Gomes; ele cruzou rasteiro e Daniel Sobralense chutou na trave. Aos 15, Anselmo recebeu enfiada de bola vinda da direita e bateu em cima de Lomba; no rebote, Sobralense chutou e Lucas Fonseca bloqueou quando a bola ia em direção ao gol. Aos 19, Max Oliveira cruzou da esquerda e Juninho, aproveitando desatenção de João Paulo Gomes, cabeceou raspando a trave.
Expulsão e drama - Por conta desses lances, é injusto dizer que a expulsão de Paulo Roberto, aos 26, foi o verdadeiro fator prejudicador do Bahia no jogo. O volante levou o segundo amarelo ao cometer falta desnecessária no meio-campo. Justo mesmo é dizer que com isso a pressão do Fortaleza só fez aumentar. Aos 34, Juninho recebeu na direita, nas costas de João Paulo, e cruzou para Anselmo chutar para fora. Aos 39, Juninho, mais uma vez nas costas do lateral esquerdo tricolor, cruzou da direita; Anselmo desviou e a bola ficou rolando na área até que Hayner tirasse.
A segunda etapa começou com Daniel Sobralense recebendo na direita e chutando no travessão de Lomba. Aos 19, o Fortaleza finalmente chegou ao gol: Pio recebeu na direita, nas costas da defesa tricolor, e cruzou para Eduardo abrir o placar.
O Leão do Pici pecou ao transformar a busca pelo gol da classificação em desespero. O Bahia, aproveitando os espaços que o adversário dava, apareceu pela primeira vez aos 22, quando Edigar Junio passou por cobertura para João Paulo no meio; o lateral chutou por cima do gol. Apesar do lance tosco, o Tricolor percebeu que poderia levar perigo no contra-ataque: aos 39, Thiago Ribeiro recebeu na direita e esperou a chegada de um colega; recuou então para Juninho, que soltou uma pancada da entrada da área direto no ângulo de Berna.
O cenário, então, mudou: se o Leão do Pici fizesse um gol, a partida iria para os pênaltis. E chegou muito perto disso. Aos 45, Eduardo cabeceou raspando a trave após cruzamento da esquerda. E aos 49, no último segundo de jogo, o mesmo Eduardo cabeceou a terceira bola na trave do dia.(As informações do Correio)
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