quarta-feira, 20 de abril de 2016

POLÍCIA INVESTIGA MORTE DE SEGURANÇA COM 38 TIROS

Para a Polícia Civil, a morte do segurança José Ramos de Souza, 46 anos, na noite da segunda-feira, 18, no bairro do Arenoso, em Salvador, ainda é um mistério. Sem motivação aparente, ele foi executado a tiros na Rua Luciano Santos, próximo à Escola Municipal do bairro, quando retornava do trabalho e seguia para casa, na Rua do Posto, no mesmo bairro, por volta das 21h.

José foi atingido na cabeça, ombro e abdômen e morreu no local, antes de receber atendimento médico. Segundo informações da Polícia Civil, a perícia encontrou no corpo do senhor 38 perfurações de entrada e saída. Testemunhas revelaram à polícia que o crime foi praticado por três criminosos, que se aproximaram da vítima já atirando. O segurança estava próximo a um VW Gol prata [JNA -0402], quando foi surpreendido pelos suspeitos.

A polícia não soube informar se o veículo era dele ou se tem restrição de roubo. Em depoimento à polícia, a companheira do segurança disse que não sabia a motivação para o crime e garantiu que ele não tinha inimigos e não se envolvia com o tráfico de drogas ou quaisquer ato ilícito.

À espera da vítima -
Conforme o major Raimundo Guerra, comandante da 23ª CIPM (Tancredo Neves), a morte de José pode estar ligada ao tráfico de drogas na localidade, embora a mulher do segurança tenha afirmado o contrário. "Geralmente, esse tipo de crime tem relação com o tráfico de drogas, 99, 9% das pessoas mortas dessa forma tinham algum envolvimento [com a criminalidade] ou alguma rixa", avaliou o comandante.

Segundo ele, os suspeitos de executar o segurança já estavam na rua o aguardando. "Eles já estavam lá. O local [do crime] não é para qualquer pessoa transitar", disse o major, avaliando que, possivelmente, os criminosos são da área. O caso é investigado pelo DHPP. (as informações do Correio)

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