segunda-feira, 4 de abril de 2016

TRIBUNAL NEGA HABEAS CORPUS A OPERADOR DA 25ª FASE DA LAVA JATO

O desembargador federal João Pedro Gebran Neto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, negou o pedido de habeas corpus apresentado em favor de Raul Schimidt, apontado como um dos operadores do esquema. Ele foi preso durante a 25ª fase de Operação Lava Jato, em Lisboa, no dia 21 de março na primeira primeira operação internacional da Lava Jato e estava foragido desde julho de 2015.

Na decisão o desembargador cita as denúncias de envolvimento com a negociação e repasse de propinas e dinheiro em contas no exterior, que teriam Schimidt como beneficiário. “Mostram-se presentes os pressupostos para a decretação da prisão preventiva”, disse o magistrado ao julgar o pedido de habeas. Schimdt é brasileiro e também possui cidadania portuguesa. O operador foi preso preventivamente no apartamento onde morava em Lisboa.

O que dizem as investigações - Schmidt é alvo da 10ª fase da operação e suspeito de envolvimento em pagamento de propinas aos ex-diretores da Petrobras Jorge Zelada, Renato de Souza Duque e Nestor Cerveró. Os três também foram presos na Lava Jato e estão detidos no Paraná. Segundo a Polícia Federal (PF), Raul Schmidt é tido como sócio de Zelada.De acordo com o MPF, além de atuar como operador financeiro, ele aparece como preposto de empresas internacionais na obtenção de contratos de exploração de plataformas da estatal.

Segundo as autoridades portuguesas, Schmidt foi preso às 7h no apartamento (horário local) onde morava em Lisboa. No imóvel também foram apreendidos obras de arte e documentos. As investigações apontam ainda que o apartamento está avaliado em cerca de 3 milhões de euros e que está em nome de uma offshore da Nova Zelândia.

Primeira operação internacional - A deflagração da operação Polimento foi um trabalho conjunto entre Portugal e Brasil, sendo que o cumprimento das medidas foi feito pela polícia judiciária portuguesa e pelo Ministério Público português. Autoridades brasileiras do MPF e da PF acompanharam as diligências.

Segundo o MPF, Schmidt vivia em Londres, onde mantinha uma galeria de arte, e se mudou para Portugal após o início da operação Lava Jato, em virtude da dupla nacionalidade. O G1 tentou contato com a defesa de Raul Schimidt, mas os advogados não foram localizados. (As informações do G1)

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