terça-feira, 8 de agosto de 2017

GOVERNO QUER APROVAR PREVIDÊNCIA ATÉ OUTUBRO

O governo federal espera aprovar a reforma da Previdência até outubro, segundo Henrique Meirelles, ministro da Fazenda. O Planalto acredita que esse é o "próximo passo" após a decisão da Câmara que barrou a denúncia contra o presidente Michel Temer. Meirelles tem atuado como porta-voz da reforma, mostrando a empresários e políticos a projeção do rombo nas contas públicas, enquanto o relator Arthur Maia, fala em "Igualdade de direitos", em entrevistas como a que concedeu ao A TARDE, publicada no último domingo, 6.

Além dos 263 votos obtidos a favor do presidente, também estão sendo contabilizados os 19 deputados ausentes, dois que se abstiveram e outros que integram os partidos com ministério na Esplanada, mas votaram contra Temer. Serão necessários 308 votos para aprovação da proposta no congresso, número que o governo ainda não tem.

Eliseu Padilha, da Casa Civil, também afirmou que o tema será prioridade do Palácio do Planalto, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, disse ser possível apreciá-lo em setembro no plenário. A estratégia do governo é permanecer otimista e demonstrar controle da situação.

Apesar do discurso do Planalto, Maia admitiu que, no momento, não há condição política para aprovar as mudanças. Os 263 votos que salvaram Temer não significam votos certos a favor da reforma da Previdência. Meirelles acredita a votação que rejeitou a denúncia contra o presidente não vai se repetir na votação das reformas. "Não é simplesmente quem é contra ou a favor do governo. Vai além disso. Acreditamos na viabilidade da aprovação", explicou a jornalistas nesta terça-feira, 7.

O presidente da Câmara lembrou que o Palácio do Planalto foi enfraquecido pela delação da JBS, mas, por outro lado, o resultado foi melhor que o esperado há três semanas. "Se você projetar um futuro, para se votar reformas, principalmente a da Previdência, o governo terá que reorganizar a base e acho que neste ponto é muito importante que se traga de forma unida o PSDB de volta para o governo", comenta.

Além disso, Maia afirmou que não colocará a reforma da Previdência em votação caso a base aliada não volte a ter entre 330 e 340 deputados. "Sempre tem perdas. Os analistas do governo esperavam 280, 290 votos ontem (quarta-feira) e teve 263. Com menos de 330, eu não coloco para votar (...). O PSDB é a favor dessa agenda. A parte do PSDB que votou pela abertura do processo também defende as reformas", complementa.

De acordo com o relator Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), Temer terá de arcar com uma "conta pesada" para levar a votação adiante no Congresso. Para ele, o governo enfrentará uma "série de desgastes" para convencer a base aliada.

A crise política não está fora de pauta. A Procuradoria Geral da República (PGR) pediu, no dia 2, a inclusão do presidente Michel Temer como investigado no inquérito que apura suposta organização criminosa composta por membros do PMDB – segunda acusação contra o presidente na Lava Jato.

Aposentadoria
Também na terça, o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, defendeu que se dê prioridade à reforma da Previdência. "Nosso foco tem que ser a Previdência. Uma vez ultrapassada essa reforma, vamos nos debruçar sobre a questão tributária", respondeu o ministro ao ser questionado em debate do Lide – Grupo de Líderes Empresariais.

"Precisamos superar essa página da reforma da Previdência antes de avançar em outras reformas", acrescentou Dyogo, após frisar que as mudanças nas regras das aposentadorias devem ser a "prioridade principal" no segundo semestre. O ministro disse ainda que o Planalto vai buscar manter o "máximo possível" o texto da reforma previdenciária já aprovado pela comissão especial da Câmara. (As informações do Estadão)

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