domingo, 6 de agosto de 2017

'MELHOR PERDER O PÊNIS QUE A VIDA', DIZ BAIANO QUE SOFREU AMPUTAÇÃO APÓS CÂNCER NA GENITÁLIA

Camisa 10 do Flamengo, Ederson se recupera há 10 dias de uma cirurgia para a retirada do testículo direito. Diagnosticado com um tumor, o meia-atacante ainda não sabe quando voltará aos gramados – o tratamento pode levar até três meses e só depois ele será reavaliado. Casos como o de Ederson são comuns em 5% dos brasileiros entre 15 e 50 anos, segundo Instituto Nacional do Câncer (Inca) – alguns homens não apresentam qualquer sintoma. A melhor forma de se prevenir é por meio do toque.

É o autoexame que pode alertar o paciente para o surgimento de alguma anomalia no órgão reprodutor. Juntos, tumores no testículo, pênis e próstata matam mais de 14 mil brasileiros por ano. Morador da zona rural de uma cidade próxima a Vitória da Conquista, no sudoeste do estado, Aldair José Lima Sobrinho, 56 anos, não entrou nessa estatística, mas foi por pouco. Ele só procurou ajuda quando a situação já estava bastante avançada.

“Não sou de sair falando por aí sobre o assunto, mas minha família toda sabe. Minha esposa se irritou muito porque não falei logo no início, quando começou a aparecer o problema, mas aí ela viu a gravidade. Eu poderia morrer. Ela concordou de fazer a amputação também. Melhor perder o pênis que a vida”, comentou o lavrador, que é casado e pai de três filhos adultos.

Para não ser necessária a amputação total ou parcial do membro, o diagnóstico precoce é essencial, de acordo com o médico Alfredo Canalini, diretor da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). “É esse toque que vai mostrar o sinal de alerta, mostrar que há algo de errado, tendo a pessoa que procurar o quanto antes um urologista”, explica.

Autoexame
O desenvolvimento desse tipo de câncer, que matou 343 homens no Brasil em 2013 (última atualização do Inca), está associado ao histórico familiar, lesões e traumas na bolsa escrotal e quando o testículo não desce para a bolsa escrotal.

“Por isso a necessidade de autoexame mensal, sobretudo por parte daquelas pessoas em que na família já foram registrados casos da doença”, destacou Canalini, observando que é preciso ter cuidados também na fase infantil, para checar se a descida do testículo para a bolsa escrotal ocorreu de forma normal. (As informações do Correio)

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