quarta-feira, 27 de setembro de 2017

REQUALIFICAÇÃO DE ONDINA ATRASA E DEIXA PEDESTRES SEM CALÇADA

No lugar da ciclovia, o tapume. A obra de requalificação do trecho entre o Instituto Social da Bahia (Isba) e a Pedra da Sereia, em Ondina, prevista para começar em agosto deste ano, ainda não teve início, o que tem gerado prejuízos para moradores, ciclistas, corredores e comerciantes.

De acordo com informações da assessoria de comunicação da Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), responsável pela elaboração do projeto, o segundo trecho da obra – que compreende a requalificação da Barra até o Rio Vermelho – teve que ser reaprovado pela Caixa Econômica Federal (CEF).

O motivo da revisão do projeto pela CEF se deu, segundo a assessoria da FMLF, por causa de mudanças no projeto da ciclovia, que será construída em balanço, ou seja, erguida sobre a areia.

O primeiro trecho, que vai do Barra Center até o Clube Espanhol, foi concluído. O segundo, que vai do Clube Espanhol até a Praia da Paciência (Rio Vermelho), entrará em processo de licitação, que pode durar até três meses, segundo a FMLF.

A Superintendência de Obras Públicas (Sucop), por sua vez, informou que será publicado, até a próxima terça-feira, o edital de licitação para execução da obra de requalificação da orla de Ondina, inclusive a construção da ciclovia em balanço.

Riscos
Em meio à demora para o início da obra, algumas pessoas se aventuram a andar entre os veículos, na pista, devido ao bloqueio do trecho por tapumes. "Às vezes, eu atravesso, mas, em outras, eu passo pelo canto mesmo", afirma o vendedor Adenilton Santos.

Edmilson Santos, 56, que corre todas as manhãs em Ondina, reclama da situação do local hoje. "Com o tapume que foi colocado, tivemos que nos deslocar para o outro lado da rua, e isso é ruim, pois geralmente corremos na contramão dos carros para ficarmos atentos. Agora que mudamos o lado, corremos no mesmo fluxo e não estamos cientes do trânsito de carros atrás de nós", explica.

Além dos riscos, a interdição tem causado prejuízo aos comerciantes da região, como Márcio Souza, 39, que possui um estabelecimento próximo ao local. "O fluxo de corredores diminuiu, e isso acaba atingindo as vendas. Colocaram esse tapume no período do Carnaval e até agora nada", reclama.

Moradora do bairro, Vânia Santos realiza caminhadas diárias na região e conta que a estagnação da obra muda a dinâmica do trânsito de pessoas no trecho. "Ficou mais perigoso, alguns acabam andando nas pistas, os ciclistas também ficam em perigo" ressalta. (As informações do A Tarde)

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