terça-feira, 7 de agosto de 2018

BAHIA JAMAIS AVANÇOU DUAS FASES NA COPA SUL-AMERICANA

Há duas edições que o Bahia não disputava a Copa Sul-Americana. Com o 12º lugar na Série A do ano passado, voltou a ter esse direito pela quinta vez. A missão agora é confirmar a classificação diante do Cerro-URU, nessa quarta-feira (8), às 21h45, em Montevidéu, e consequentemente avançar duas fases do torneio pela primeira vez e voltar às oitavas de final.

Nas outras vezes que participou em 2012, 2013, 2014 e 2015, a primeira fase da competição era nacional. Nesses anos, o campeonato tinha 32 clubes apenas e, por isso, a segunda fase já representava as oitavas de final.

Logo na estreia, em 2012, o tricolor foi eliminado pelo São Paulo com duas derrotas por 2x0. Na segunda oportunidade, após passar pela Portuguesa, acabou parando no Atlético Nacional, nos pênaltis, nas oitavas.

Em 2014, novamente conseguiu avançar, eliminando o Internacional em pleno Beira-Rio, com um triunfo por 2x0, mas voltou a ser desclassificado nas penalidades, desta vez para o modesto César Vallejo, do Peru. Detalhe que o tricolor tinha vencido por 2x0 em Salvador e sofreu a mesma derrota na volta. Em 2015, não conseguiu passar pelo Sport. Após vencer por 1x0 na Fonte Nova, no jogo de ida, acabou goleado por 4x1 na Ilha do Retiro.

Valorização
A Copa Sul-Americana tem grande prestígio por se tratar de um torneio internacional. Na história do Bahia, por exemplo, não há uma conquista deste quilate. Além disso, as equipes recebem boas premiações em dinheiro a cada fase. Caso passe pelo Cerro, o tricolor vai embolsar US$ 375 mil, cerca de R$ 1,2 milhão. Até agora, o clube já arrecadou R$ 1,8 milhão.

O Bahia pode ainda embolsar cerca de R$ 11,5 milhões dentro do torneio, caso seja campeão. Chegando nas quartas de final a premiação é de R$ 1,5 milhão, depois mais R$ 1,8 para os semifinalistas, R$ 8,2 milhões para o time que conquistar o título e R$ 4 milhões para quem ficar com o vice-campeonato.

Mesmo com o time disputando Copa do Brasil e Série A em paralelo, o presidente Guilherme Bellintani mostra confiança no elenco formado para seguir vivo em todas as disputas. Ele não elege uma competição de preferência. “Desde o começo, planejamos ter um elenco forte e naturalmente está em foco conseguir resultado positivo nas cinco competições. Nas duas primeiras fomos razoavelmente bem-sucedidos, com o título baiano e a final da Copa do Nordeste, por mais dolorosa que tenha sido a perda do título. Agora estamos nas três mais complicadas. Fica difícil escolher. Se a gente conseguir passar mais uma ou duas fases na Sul-Americana, a gente começa a aspirar um título. A mesma coisa na Copa do Brasil. Nosso foco é cada jogo”, disse ao CORREIO.

Sobre a decisão de poupar alguns atletas para o jogo de amanhã, Bellintani justificou apontando o calendário brasileiro como maior vilão dos clubes e este ano do Bahia, em especial. “O calendário dificulta muito, o Bahia é o time de Série A que mais jogou este ano (47 jogos), não descansamos na parada da Copa. Temos um elenco reduzido. Enquanto vários clubes trabalham com 33 jogadores, nós trabalhamos com 25, 26. Essa é a nossa análise. A gente vai buscando qualificar o elenco em vez de inchar”. (As informações do Correio)

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