A mobilização exibida pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) na Bahia, na sua recente ação planejada de invadir prefeituras no extremo sul do Estado, impressionou pela força e amplitude. A entidade vem atuando com absoluta liberdade na Bahia e, no confronto com proprietários rurais, a balança tem pendido para o lado dos trabalhadores rurais desde que o governador Jaques Wagner (PT) assumiu o Estado.
Após um grave conflito que envolveu policiais militares e integrantes do MST, logo no início do governo petista, em maio de 2007, no município de Itapitanga, a administração estadual instituiu uma norma que impede o cumprimento imediato da reintegração de posse (mandado expedido pelo Justiça a pedido de fazendeiros que tiveram terras invadidas e querem desocupar a propriedade com a ajuda da Polícia Militar).
A orientação das companhias da PM é comunicar a Casa Militar do governador e planejar sem pressa a desocupação de áreas invadidas. O governo baiano, por meio de sua assessoria de comunicação, informou que a norma não é para atrasar a reintegração de posse, mas para garantir que o processo ocorra sem conflitos. Ainda de acordo com a assessoria, a Casa Militar organiza a estrutura para que a reintegração seja cumprida na data definida pela Justiça. (As ibformações do A Tarde)
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