Os candidatos à prefeitura de Salvador focaram na atenção básica e na humanização do atendimento da população ao falarem sobre as propostas para a saúde da capital baiana. Alice Portugal (PCdoB) defendeu que sua ideia é fortalecer a atenção básica, com qualidade e humanização da saúde, além de ampliar o atendimento de saúde da família de 29% para ao menos 60% da população. Caso eleita, a comunista também pretende desenvolver o programa municipal de saúde bucal, melhorar as condições físicas e materiais das unidades de atendimento, implantar cinco policlínicas com oferecimento de consultas e exames e criar a primeira maternidade municipal, com o programa maternidade certa. “Será a garantia da mulher saber, depois do pré-natal, onde vai ter a sua criança”, afirmou Alice.
Já ACM Neto (DEM) prometeu que, caso seja reeleito, vai ampliar as unidades de atenção básica, construindo ao menos seis multicentros e 15 postos de saúde. O democrata também garantiu que vai concluir a obra do primeiro Hospital Municipal de Salvador e que implantará os programas de atenção às gestantes e de assistência domiciliar, principalmente para doentes crônicos.
Fábio Nogueira (PSOL) defendeu que é necessário retomar o investimento na saúde pública, no SUS, ter preocupação com a atenção básica e rever os contratos com as atuais OSs que administram as UPAs. Caso eleito, o socialista prometeu que vai retomar os concursos públicos na área de saúde, qualificar, retomar a relação com os trabalhadores da área de saúde e ampliar a rede de atenção de saúde da família e ter atenção especial com os agentes de saúde. “Com isso nós teremos uma atenção básica que garanta à população condições de resolutividade”, avaliou.
A realização de concursos também foi proposta por Célia Sacramento (PPL). A candidata também sugeriu humanizar o atendimento, aumentar o número de postos e unidades de saúde da família e criar no Núcleo de Educação Permanente em Saúde, para capacitação de todos os profissionais de atenção básica. Além disso, defende a ampliação do atendimento de fisioterapia ambulatorial e domiciliar. “Não existe fisioterapeuta nas unidades de saúde do município. Precisamos de concurso para essa área. A cidade de Salvador está envelhecendo, então as pessoas têm uma tendência a terem acidentes”, alertou. Célia ainda prometeu que, caso se torne eleita, vai ampliar os programas de atenção à saúde da criança e do adolescente, do idoso, da mulher e do negro.
O Pastor Sargento Isidório (PDT), por sua vez, sugeriu a criação de hospitais no Subúrbio, a ampliação do número de postos, com a humanização do atendimento, e estudar a possibilidade de manter algumas unidades por 24h. Além disso, o pedetista também sugeriu a criação de uma central única de laboratórios e do programa “Saúde em Movimento”: “Porque aquela história de gabinete dentário, gabinete ocular, gabinete de tomografia para mulheres, o gabinete de urologia para homens. Eu vou estar cercado de especialistas de cada área e fazer tudo que eu puder pra levar para as prefeituras-bairro esses gabinetes, com ar-condicionado, tudo direitinho”.
Cláudio Silva (PP) sugeriu alinhamento com o governo do estado para aumentar o número de policlínicas e a criação de um sistema de entrega de medicamentos em casa para aqueles que não conseguem buscar medicamentos. “Um motoboy com uma caixa nas costas pode fazer. Seguiria o mesmo modelo de entrega de comida”, comparou. Outra proposta do progressista é criar um prontuário eletrônico do cidadão de Salvador, que permita que o paciente migre entre as unidades de saúde e mantenha seu histórico médico atualizado. (As informações do BN)
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