quarta-feira, 20 de julho de 2016

RODOVIÁRIO BALEADO PODE TER SIDO CONFUNDIDO COM COLEGA

A delegada Celina Santos, titular da 29ª Delegacia Territorial (Plataforma), disse acreditar que o motorista Robson Cerqueira Horta, 39 anos, foi baleado por engano ao ser confundido com outro rodoviário, na tarde desta terça-feira, 19. Ela chegou a esta conclusão ao analisar as imagens das câmeras de segurança do ônibus da Integra Plataforma, o qual Robson dirigia, e ao ouvir o cobrador que trabalhava com ele no momento do crime.
Conforme a delegada, Robson foi baleado por um senhor de cabelos grisalhos, aparentando ter 60 anos e que teria brigado com outro motorista, na segunda-feira. Na terça, Robson dirigiu o mesmo veículo que o colega trabalhou no dia anterior.

Ele levou um tiro no peito, por volta das 12h, na Avenida Afrânio Peixoto, a Suburbana, em frente ao Bompreço do Largo do Luso, em Plataforma.
Era a última viagem do dia e o ônibus, que fazia a linha Imbuí/ Mirantes de Periperi, seguia para a garagem da Praia Grande, quando o motorista parou em um ponto e o senhor entrou armado com dois revólveres, segundo a delegada. O idoso estava na companhia de um filho.

"Ele disse que era da polícia, xingava muito o motorista, o ofendia e dizia que iria matá-lo. Depois falou que não o mataria porque estava com o filho que era evangélico. Mas pegou a arma e atirou quase à queima-roupa", contou a delegada, de acordo com o que ouviu do cobrador.

Milagre e protesto - Robson foi levado à Unidade de Pronto Atendimento do bairro de Escada e depois transferido para o Hospital Teresa de Lisieux, no Itaigara. Sob anonimato, a mãe dele afirmou que ele estava bem e lúcido. "Foi a mão de Deus. Ele queria matar meu filho. Graças a Deus, meu filho está bem. Entrego nas mãos de Deus", desabafou a senhora, revelando que Robson é evangélico e não gosta de confusão. O cobrador também foi levado à UPA. Ele tem pressão alta e ficou em estado de choque.

Logo após o crime, os rodoviários que fazem linha nos bairros do Subúrbio Ferroviário suspenderam o serviço como forma de protesto. Eles retornaram às 16h. "Não tem como o sindicato não se manifestar depois de um episódio desses. O pai de família sai para trabalhar e não sabe se volta", analisou Fábio Primo, presidente em exercício do Sindicato dos Rodoviários. (As informações do A Tarde)

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