quinta-feira, 28 de julho de 2016

RUI DIZ QUE ALIADOS DEVERIAM JOGAR COMO ALEMANHA NA COPA

O governador Rui Costa (PT) criticou o processo de formação da chapa das oposições para a eleição da prefeitura de Salvador ao comentar as críticas de que se afastou das negociações. "Tento trabalhar desde o ano passado sobre essas eleições. Infelizmente, as pessoas (que negociam a chapa) podem não ser tão atentas quanto o governador foi. Tenho uma concepção muito clara: desde quando você tinha que trabalhar, quais são os nomes, que tornariam a caminhada mais fácil? Mas toda caminhada mais difícil é possível vencer", declarou nesta quarta-feira, 27.

Rui deu a entender que os partidos que realizaram as tratativas para a formação da chapa não levaram em conta sua experiência ao propor os "caminhos". "Não sou dono da razão. Acho que a forma como eu ganhei a eleição (de governador) creio que aprendi alguma coisa", declarou, rejeitando a ideia de que teria dado "calundu" e se afastou das negociações quando os partidos não aceitaram, como ele propôs, a sugestão do nome da secretária Olívia Santana (PCdoB) como candidata a prefeita da coligação PT/PCdoB/PSB.

"Não é meu estilo, não trabalhei para impor ninguém. As pessoas só precisam colocar na ordem de prioridades as coisas", disse o governador, criticando o fato de os partidos aliados se preocuparem mais com a eleição dos vereadores que a do prefeito. "Quando define um nome de candidato a prefeito e depois passa a discutir como principalidade chapa de vereador não é correto. Em momento nenhum na minha eleição discuti se o PT ia eleger mais ou menos deputados. Queria ganhar eleição de governador. E o PT se saísse sozinho (sem coligação), elegeria mais deputados que elegeu", afirmou Rui.

Planejamento - Sem falar abertamente, criticou também a falta de planejamento dos partidos em relação à eleição de Salvador. "Meu estilo é de pensar a longo prazo, planejar e executar o planejamento. As chances de sucesso são muito maiores. Alemanha ganhou a Copa do Mundo não porque tinha craque individualmente, mas porque fez um planejamento de longo prazo, treinou, capacitou e deu um show no Brasil. Nós tínhamos craques individuais e demos um vexame. Fico sempre no padrão alemão de planejamento, de dedicação, de executar o que se planeja e às vezes fico angustiado quando as pessoas não fazem isso. Não gosto quando as coisas vão ficando em cima, na última hora. Não é calundu, é perceber que o que deveria ser feito não está sendo feito ou não foi feito no tempo adequado, assim como as definições que precisam ser tomadas. Pois aí você vai aumentando as dificuldades do seu esforço para chegar ao sucesso".

Em relação à demora da escolha do vice pela oposição, Rui diz que o nome "não é determinante, influencia mais na hora do anúncio que no voto. Pode ser determinante no curso do governo. Acabamos de ver isso", brincou em alusão ao presidente interino Michel Temer. (As informações do A Tarde)

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