sábado, 18 de março de 2017

FECHADO, HOSPITAL ESPANHOL MANTÉM ESTRUTURA ANTES DE SER LELOADO

“Parece que todo mundo saiu correndo”. É como o atual guardião das chaves do Hospital Espanhol, Francisco Souto Perez, o Paco, tenta descrever a situação da unidade médica que fica num dos pontos privilegiados da orla da Barra.

Há pouco mais de dois anos, o Espanhol fechou as portas e interrompeu o funcionamento por conta de dívidas. Mas parece que tudo foi deixado lá como se, no dia seguinte, os funcionários e pacientes fossem voltar e retomar a rotina de trabalho e atendimentos.

Ao entrar no imóvel, dá para entender o que Paco quis dizer: parece um hospital fantasma. Desde que parou de funcionar, em setembro de 2014, pouca coisa foi retirada. Até o lixo, alguns resíduos tóxicos e material de descarte ficaram por lá. No lixo comum, sacos plásticos, papéis e copos descartáveis predominam.

“Tem caneta por cima da mesa, tudo está do jeito que foi deixado”, explica Paco, enquanto guia a reportagem do CORREIO no local junto com o leiloeiro Rudival Júnior. Ele é um dos credenciados pelo Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT5) para a alienação do hospital, que será leiloado no próximo dia 8 de maio, em Salvador, com lance mínimo de R$ 195,3 milhões - para pagar um débito trabalhista de R$ 130 milhões. (As informações do Correio)

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