segunda-feira, 23 de abril de 2012

CAPS CRIADO PARA FUNCIONAR 24H ESTÁ EM SITUAÇÃO PRECÁRIA

Inaugurado com pompas em 2010, o Centro de Atenção Psicossocial Gey Espinheira (Caps AD III), em Campinas de Pirajá, prometia ser o mais avançado centro de tratamento de usuários de álcool e outras drogas de Salvador.

Menos de dois anos depois, a unidade planejada para atender 24 horas funciona de forma precária. O Caps que, segundo funcionários, trata 279 usuários regulares, só funciona pela manhã, não consegue dar conta da alta demanda e sofre com a falta de equipes. Pior: sem a Guarda Municipal ou a PM para fazer a segurança, tem sido alvo também de arrombamentos, invasões e roubos.

O Gey Espinheira, que tinha a missão de receber apenas crianças e adolescentes, foi projetado para ser a única unidade que, além do serviço médico-ambulatorial e de oficinas, oferececesse internamento. Como não funciona 24 horas, Salvador está sem o serviço de internamento.

O próprio homem escalado para coordenar a unidade não suportou mais trabalhar nas condições oferecidas. O psicólogo João Martins, que administrava o Gey Espinheira desde que foi criado, em agosto de 2010, garante que atingiu o seu limite. Cansado de não contar com apoio para realizar sua função, pediu demissão no dia 29 de março. (As informações do Correio)

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