Em Fortaleza, foram necessários cerca de quatro anos para a construção de um novo centro de convenções, o Centro de Eventos do Ceará, hoje o maior da América Latina. Na Bahia, no mesmo tempo, o governo estadual não conseguiu sequer iniciar uma obra um “pouco” mais simples: a climatização do Centro de Convenções, que teve a empresa contratada para o serviço apenas no final do ano passado. Os dois projetos tiveram a verba liberada pelo Ministério do Turismo, através da Caixa Econômica Federal, em 2009.
Com críticas ácidas, o secretário nacional do Ministério do Turismo, Fábio Mota, argumenta que a "demora" é fruto de um modelo “lento e arcaico” de execução das obras públicas na Bahia, que são feitas pelas estatais baianas: Companhia de Desenvolvimento Urbano (Conder), Superintendência de Construções Administrativas (Sucab) e Instituto do Patrimônio Artístico Cultural (Ipac). “Enquanto o centro de Fortaleza foi inaugurado, a colocação do ar-condicionado no terceiro e quarto andar do Centro de Convenções da Bahia nunca saiu do lugar. Você chega em qualquer formatura e sente aquele calor insuportável. É questão de execução. A Conder tem muita obra para fazer e a Sucab também. Não dão conta e fazem as obras que acham mais importantes, deixando o turismo para depois”, revelou Motta. No ranking de obras do Nordeste do Ministério a Bahia aparece como campeã de “baixa execução e devolução de recursos”, como no caso do Centro Histórico de Salvador, que perdeu R$ 37 milhões.

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